Live-action “Death note”



   Essa foi a semana do “Death note”. Se não viu a postagem da história original, vai lá agora mesmo e leia (clique aqui). Lá, tem todas as explicações dos lançamentos relacionados à essa história incrível. Agora, é a vez do live-action americano, que foi lançando no ano de 2017, produzido pela Netflix. A qualidade da produção é muito boa, no entanto, para quem conhece a história original, esse live-action é um verdadeiro insulto para os fãs desse enredo incrível, criado pelo autor Tsugumi Ohba. Talvez você diga “mas essa é uma história reescrita, apenas baseada na teoria do original”, mas não importa se uma história é reescrita, se eles se inspiraram nos personagens principais existentes, eu gostaria que eles não cagassem na personalidades deles, ao ponto de manchar a imagem dos personagens que tanto amo. Não critico o rumo da história. Poderia ter sido o mesmo. Eu acredito, sinceramente, que eles poderiam ter feito um filme muito melhor, mas, para mim, foi pura decepção.
  Assim como na história original, tudo gira em torno de um caderno que caiu na Terra que pertence ao deus da morte. Um estudante o encontra, no entanto, o jovem, que está na idade da rebeldia, não teve vontade própria de escrever no caderno, nem deram tempo para ele pensar sobre a situação, e o deus da morte o induziu totalmente a cometer seu primeiro crime. Outro dia, quando uma garota que ele paquerava e que mal havia conhecido para saber se era alguém digna de confiança, dado a curiosidade dela diante do acidente com um colega da escola, ele simplesmente revela a verdade sobre o death note, mostrando ser real, matando um bandido que mantinha uma mulher refém, ao vivo na tv. Então, o repentino amor profundo da garota por ele começa, e ambos, entre as pegações,  tomaram a decisão de fazer justiça, matando aqueles que a lei não conseguia exterminar.  Porém, uma matança em massa chamou a atenção das autoridades, que começaram a investigar. Havia poucos interessados no caso, afinal, nem todos eram contra o que o Kira, o salvador, estava fazendo. Foi aí que um misterioso investigador apareceu para acabar com a farra do adolescente covarde, que nem sabia o que de fato estava fazendo.


Light Turner é um rapaz que parece ser muito inteligente com as coisas da escola, no entanto, nem tanto com a vida. Sua mãe morreu atropelada por um homem bêbado, que, por causa de seu status, conseguiu se livrar da sentença. Isso realmente o deixou desconsolado e irado com a lei. Vamos às diferenças entre esse Light e o original: uma das atitudes fundamenteis desse personagem, além de um alto nível de dedução, é ser um grande mentiroso, com capacidade de manipular a todos a sua volta. Ele não se deixa levar ou influenciar pelo deus da morte, quanto mais por uma mulher ou qualquer outra pessoa! Ele não se deixa ser usado, mas sim usa a todos a sua volta, seja família, namorada, amigos e até mesmo o deus da morte, se for o caso. O poder sobrenatural do caderno não o manipulou, apenas instigou o lado mau dele a tomar conta de todo o seu ser, fazendo-o ser desprovido de amor, compaixão e misericórdia, desenvolvendo totalmente uma natureza cruel. Ao contrário do Light desse filme, que se deixou ser manipulado pelo deus da morte e a namoradinha, e mesmo depois de brincar com a vida humana, usando a desculpa de que estava fazendo algo bom para a sociedade, no fundo, só estava brincando de ser deus. Contudo, ele não tem qualidade qualquer para ser deus ou rei do novo mundo. Um garoto imaturo, covarde e que se deixa se manipular. Não me faça rir!  Ele era só um moleque mijão com um brinquedinho perigoso nas mãos. Esse cara não merece carregar o nome do Light, nem sequer seu título de Kira, o salvador do mundo.


L, o misterioso detetive que é considerado o melhor do mundo. Assim como o original, ele oculta seu rosto e nome da sociedade, tem uma má postura, gosta de comer doces para ajudar o desenvolvimento de seu cérebro e tem um alto nível de dedução.  Também veio de uma instituição que selecionava prodígios para treinar ótimos detetives, apesar da técnica deles ser um tanto severa. Pelo que analisei, chegava a ser um tanto abusiva. Talvez, por essa razão, esse L seja diferente, no fim das contas. No começo, eu gostei dele. Achei que, apesar das mudanças, ainda caía bem dentro dos padrões traçados para o nosso querido detetive. No entanto, a imagem dele se quebrou em mil pedaços quando ele deixou a emoção tomar conta da razão e começou a fazer algo que o nosso detetive nunca faria. Nosso L original não está imune à emoção, porém, ele nunca deixaria que isso atrapalhasse sua investigação, mesmo que estivesse sentindo muita dor. Para ele, ter provas absolutas, ainda que tivesse certeza de quem era culpado, era fundamental, e depois de conseguir provar, deixar que tudo passasse perante a lei era a sua satisfação.  Contudo, o novo L se deixou tomar pela emoção, mostrando ser totalmente instável emocionalmente e cagou em cima da investigação, sendo taxado de desequilibrado, o que não fugia da realidade. Fiquei desapontadíssima.


Mia Sutton é a líder de torcida, rebelde e problemática. Ela seria a nossa Misa Amane, com umas pitadas de Kiyome. Mia é esperta, tem uma personalidade um tanto cruel debaixo de todo aquele charme, bem sangue frio e não se deixa levar muito pelas emoções. Acho que ela já tinha uma queda pelo Light, mas não dá para saber a profundidade disso. Contudo, uma vez que ela soube do poder que ele tinha nas mãos, estranhamente declarou seus sentimentos. Não sei dizer se seu amor era de fato sincero ou se ela só queria estar com ele por causa do poder. Mia o manipulou e o enganou muitas vezes, roubou até mesmo uma das folhas do death note. Light não queria matar pessoas inocentes, mas ela o chamou de covarde e fez por conta própria, e ainda assim escondeu isso, jogando a culpa no deus da morte. Depois, ainda escreveu o nome de Light no livro, para chantageá-lo a passar a posse do caderno para ela. É uma garota esperta, mas Misa nunca mataria Light, ao contrário, morreria a qualquer hora por ele, porque o amava cegamente. Talvez Kiyome pudesse tentar tal coisa, mas morreria na mesma hora, porque o Light não hesitaria em matar qualquer uma das duas, uma vez que elas tiveram tal audácia. Nosso Light não amou ninguém, apenas usou, mas esse parece ter amado muito a Mia e ficou hesitante várias vezes.


Watari é o braço direito do detetive L. Tem ficado ao lado dele desde criança, sempre direcionando-o e ajudando-o a lidar com seus problemas pessoais. No entanto, ele foi manipulado por Kira a descobrir o nome verdadeiro de L, que nem ele mesmo tinha conhecimento.  Assim, ele sumiu, deixando o detetive perturbado e perdendo o controle de si mesmo. Nota-se o quanto ele era importante para o jovem.


James Turner é o pai de Light, o único policial que estava cuidando do caso Kira. Suas deduções foram ótimas, embora não tivesse ido tão longe. É claro que é diferente totalmente do senhor Yagami, em vários ângulos, mas era um pai que acreditava cegamente em seu filho. Ficou irado quando descobriu que L estava suspeitando de seu filho, chegou a até mesmo ser violento com o detetive. No finalzinho, ele descobriu, mas não deu para notar o que ele iria fazer, já que acabou enquanto ele ouvia a verdade de Light.


Ryuk é o deus da morte. Esse sim é assustador, diferentemente do Ryuk original, que só jogou o caderno na Terra, esperando qualquer um que o pegasse, para ver o que viraria. Esse escolhia a dedo as pessoas e ele mesmo induzia a usar o caderno. O original não falava nada para fazer o dono do caderno usar, deixava por total vontade dele, embora esperasse que ele usasse da forma mais interessante possível. Esse Ryuk ficava praticamente provocando, pressionando para que ele matasse as pessoas, fazendo a cabeça das pessoas. Ele mesmo fazia o trabalho das mortes.


O caderno é diferente do original, em que apenas você escrevendo o nome, em 40 segundos, a pessoa morria de parada cardíaca, e mesmo que você detalhasse um meio diferente para cada um morrer, se fizessem biopsia, notariam que a pessoa morreu mesmo de ataque cardíaco. Agora, nesse, parece que, se você escrever, tem que descrever como a pessoa irá morrer. Além disso, você poderia manipulá-la matar outras pessoas, o que vai contra a regra do original. Outra coisa é que, no original, uma vez que escreva o nome de alguém, não há salvação para essa pessoa. Já o filme diz que, se você queimar uma folha que tem um nome de forma correta, a pessoa sobreviverá. Esse tipo de coisa...
Assim que comecei a assistir esse live-action, fiquei nauseada. Logo no começo deu aquela vontade louca de não terminar de assistir. Mas a minha regra é assim: uma vez que começo algo, preciso ver até o fim e ter a certeza do que acho, afinal, também não dá para escrever sobre algo que não assisti, né? Não indico. Acho uma perda de tempo e ainda te desgasta emocionalmente, por ser irritantemente ruim.


Gênero:    Mistério, Sobrenatural,  Suspense

Autor: Tsugumi  Ohba
Light novel:    2 Volumes
Mangá:  12 Volume  
Anime:    37  episódios 
live-action:    4  episódios 
Dorama:    10  episódios 

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